quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Lógica e Amizade



Edward Hopper

A lógica é muitas vezes encarada como uma atividade fria, cerebral e oposta às vivências humanas mais cândidas, entre as quais se contam a amizade. Penso que esta perspetiva das coisas trai uma incompreensão tanto da lógica como da amizade. É o que tentarei mostrar nestas linhas.

Dança Macabra



O Halloween apenas como pretexto…

domingo, 27 de outubro de 2013

Acontecimentos e Ações


Edward Hopper
Suponhamos que apanhei o comboio e paguei o meu respectivo bilhete. Durante o  percurso vou distraído, pensando nas minhas coisas, sem me dar conta de que brinco  com o pedacito do cartão, enrolo-o e desenrolo-o, até que finalmente o atiro descuidadamente pela janela aberta. Nessa altura aparece-me o cobrador e pede-me o bilhete: desespero e provavelmente a multa. Posso apenas murmurar para me desculpar: " Atirei-o da janela...sem me aperceber." O revisor, que é também um pouco filósofo, comenta: "Bom, se não se apercebeu do que estava do que estava a fazer, não pode dizer que o tenha atirado pela janela. É como ele tivesse caído".

sábado, 26 de outubro de 2013

A ação humana





Vou contar-te um caso dramático. Já ouviste falar das térmitas, essas formigas brancas que, em África, constroem formigueiros impressionantes, com vários metros de altura e duros como pedras? Uma vez que o corpo das térmitas é mole, por não ter a couraça de quitina que protege outros insetos, o formigueiro serve-lhes de carapaça coletiva contra certas formigas inimigas, mais bem armadas do que elas. Mas por vezes um dos formigueiros é derrubado, por causa de uma cheia ou de um elefante (os elefantes, que havemos nós de fazer, gostam de coçar os flancos nas termiteiras).

Bach, Arte da Fuga - Glenn Gould




Sugestão musical para um fim de semana a estudar para o teste de filosofia


Glenn Gould , um dos maiores e mais geniais pianistas do nosso século.
(…) a conceção da ARTE DA FUGA com que J. S. Bach ocupou os seus últimos tempos de vida, verdadeiro exercício de solidão em busca de uma perfeição abstrata (pois nem mesmo estipulou quais os instrumentos que deveriam alguma vez ocupar-se dessa música simultaneamente mística e matemática).
                                                          António Vitorino de Almeida, O que é a Música

domingo, 20 de outubro de 2013

Aprender Filosofias ou Aprender a Filosofar?




(…) Em suma, o entendimento não deve aprender pensamentos mas a pensar. Deve ser conduzido, se assim nos quisermos exprimir, mas não levado em ombros, de maneira a que no futuro seja capaz de caminhar por si, e sem tropeçar.
A natureza peculiar da própria filosofia exige um método de ensino assim. Mas visto que a filosofia é, estritamente falando, uma ocupação apenas para aqueles que já atingiram a maturidade, não é de espantar que se levantem dificuldades quando se tenta adaptá-la às capacidades menos exercitadas dos jovens. O jovem que completou a sua instrução escolar habituou-se a aprender. Agora pensa que vai aprender filosofia. Mas isso é impossível, pois agora deve aprender a filosofar.

sábado, 19 de outubro de 2013

October - Autumn Song




Uma sugestão musical para um fim de semana de outubro

Doze Homens e uma Sentença

Doze Homens e uma Sentença - 1957
Direção: Sidney Lumet
Duração: 96 minutos
Autor: Reginald Rose

Provas muito convincentes contra um adolescente acusado de matar o pai levam onze jurados a considerar que o réu é culpado do crime de homicídio. O décimo segundo não tem dúvida sobre a sua inocência. Como poderá este homem fazer com que os outros cheguem à mesma conclusão? Argumentando…

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

A atividade crítica da filosofia



 Magritte
O que significa especificamente, dizer que a filosofia faz a 'crítica das nossas crenças'? Para começar admitamos que a maior parte das nossas crenças sobre questões vitais como a religião e a moralidade são manifestamente acríticas. Faz uma pausa para avaliar as tuas crenças sobre estas questões, perguntando-te por que razão vieste a ter as crenças que tens. Na maior parte dos casos, podemos afirmar com segurança, irás descobrir que 'não vieste a ter' tais crenças como resultado de uma reflexão prolongada e séria sobre elas. Pelo contrário, aceitaste-as com base em alguma autoridade, isto é, um indivíduo qualquer, ou instituição, que te transmitiu essas crenças. A autoridade pode ser os teus pais, professores, Igreja ou amigos. Muitas das nossas crenças são impostas pelo que chamamos vagamente 'sociedade' ou 'opinião pública'. Estas autoridades, regra geral, não te impõem as suas convicções. Ao invés, absorveste essas crenças a partir do 'clima de opinião' no qual te desenvolveste. Assim, a maior a maior parte das tuas crenças sobre questões como a existência de Deus ou sobre se por vezes é correcto mentir são artigos intelectuais em 'segunda mão'.

domingo, 13 de outubro de 2013

Conselhos para avaliar argumentos



Os lógicos (…) distinguem a validade da solidez. Diz-se que um argumento é válido se a conclusão se segue das premissas. No entanto, para que seja sólido, um argumento tem de ser válido e as premissas têm de ser verdadeiras.
Importa fazer outra observação. O grau com que as premissas apoiam a conclusão pode variar. Por vezes as premissas não aprovam absolutamente que a conclusão seja verdadeira, mas proporcionam dados que tornam muito provável que a conclusão seja verdadeira.

sábado, 12 de outubro de 2013

Avaliar argumentos



Formular e testar argumentos é importante em qualquer área, mas é especialmente decisivo quando lidamos com grandes decisões abstratas, já que não temos outra forma de as compreender. Uma teoria filosófica é apenas tão boa como os argumentos que a apoiam.
Alguns argumentos são sólidos, alguns não o são, e precisamos saber como os distinguir. Seria bom se houvesse uma maneira simples de o fazer. Infelizmente, não há. Os argumentos são muito diversos e podem estar errados de inúmeras formas. Porém, podemos atender a alguns princípios gerais.

Noções de lógica silogística



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Lógica silogística - exercícios



 FICHAS DE TRABALHO - EXERCÍCIOS
(…) Aristóteles serviu-se destas classificações para estabelecer regras para avaliar as inferências. Por exemplo, para que um silogismo seja válido é necessário que pelo menos uma premissa seja afirmativa e que pelo menos uma seja universal; se ambas as premissas forem negativas, a conclusão tem de ser negativa. Na sua totalidade, as regras de Aristóteles bastam para validar os silogismos válidos e para eliminar os inválidos. (…)

A Kenny, História Concisa da Filosofia Ocidental

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

O que é a argumentação?



Paul Klee


Os argumentos são essenciais, em primeiro lugar, porque são uma forma de tentar descobrir quais os melhores pontos de vista. Nem todos os pontos de vista são iguais. Algumas conclusões podem ser apoiadas com boas razões; outras, com razões menos boas. Mas muitas vezes não sabemos quais são as melhores conclusões. Precisamos de apresentar argumentos para apoiar diferentes conclusões, e depois avaliar tais argumentos para ver se são realmente bons.
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