quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Ode to Joy



"O Freunde, nicht diese Töne" - IX. Symphony No. 9, Ludwig van Beethoven | Herbert von Karajan


ODE TO JOY (Friedrich Schiller)


BARITONE

Oh friends, not these tones!
Let us raise our voices in more
Pleasing and more joyful sounds!

BARITONE, QUARTET, AND CHORUS

Joy, beautiful spark of the gods,
Daughter of Elysium,
We enter fire imbibed,
Heavenly, thy sanctuary.

We murder to dissect


William Havell

The Tables Turned

Up! up! my Friend, and quit your books;
Or surely you'll grow double:
Up! up! my Friend, and clear your looks;
Why all this toil and trouble?

Tabacaria


Fernando de Azevedo

Tabacaria

Não sou nada. 
Nunca serei nada. 
Não posso querer ser nada. 
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

The Little Match Girl



MOST TERRIBLY COLD it was; it snowed, and was nearly quite dark, and evening—the last evening of the year. In this cold and darkness there went along the street a poor little girl, bareheaded, and with naked feet. When she left home she had slippers on, it is true; but what was the good of that? They were very large slippers, which her mother had hitherto worn; so large were they; and the poor little thing lost them as she scuffled away across the street, because of two carriages that rolled by dreadfully fast.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Abrir Janelas



Janelas para a Filosofia, de Aires Almeida e Desidério Murcho
Este livro constitui um novo e precioso contributo dos autores para a valorização da filosofia e do seu ensino nas escolas.

      Apresentação

        Excerto

domingo, 30 de novembro de 2014

Conhecimento ou ilusão?



Título Original: The Matrix

Direção: Andy Wachowski e Larry Wachowski

Ano de Lançamento (EUA): 1999

Tempo de Duração: 136 minutos

No Matrix, seres humanos imobilizados estão empilhados em quilómetros de altura, dentro de cubículos e ligados a um computador que cria nos seus cérebros uma simulação do mundo real.

12 Homens em Fúria



Realização: Sidney Lumet
Argumento: Reginald Rose
Produção: Henry Fonda e Reginald Rose
Ano: 1957
Duração: 92 minutos

Um júri composto por doze jurados reúne-se para decidir a sentença no julgamento de um jovem de 18 anos acusado de matar o pai. As orientações do juiz são as de que devem chegar a uma decisão unânime e de que o réu deve ser considerado inocente no caso de existir uma dúvida legítima quanto à sua culpa. O veredicto de «culpado» conduzirá obrigatoriamente a uma pena de morte.

sábado, 29 de novembro de 2014

The Beatles- Dear Prudence


Sugestão musical para este fim de semana

Poderemos considerar as pessoas boas ou más se não tiverem livre-arbítrio?


Magritte

Avaliar as pessoas como boas ou más. Poderemos continuar a considerar as pessoas boas ou más se elas não tiverem livre-arbítrio? Pode parecer surpreendente que diga isto, mas não vejo razão para pensar que não. Mesmo que não tenham livre-arbítrio, as pessoas não deixarão de ter virtudes e vícios. Continuarão a ser corajosas ou cobardes, benevolentes ou cruéis, generosas ou gananciosas.

Sonho ou realidade?




Título original: Inception
Realizador: Christopher Nolan
Argumento: Christopher Nolan
Ano: 2010
Duração: 148 minutos

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

O libertismo de Sartre



É estranho que os filósofos tenham argumentado ao longo de milénios sobre o determinismo e o livre-arbítrio, citando exemplos a favor de uma tese ou de outra sem primeiro terem tentado explicitar a própria ideia de acção (…).

Fatalismo




Conheci um homem já idoso que tinha sido oficial na primeira guerra mundial. Disse-me que um dos seus problemas fora o de conseguir que os seus homens usassem capacete quando se encontravam em risco de receber fogo inimigo.

O dilema do determinismo


Magritte


Há um argumento, a que vou chamar Argumento Básico, que parece provar que não podemos ser verdadeiramente ou fundamentalmente responsáveis, moralmente, pelas nossas ações. Segundo este Argumento Básico, não importa se o determinismo é verdadeiro ou falso.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Será o determinismo compatível com a responsabilidade moral?




Personagens: Lázaro: defensor do livre arbítrio; Daniel: defensor do determinismo; Carolina: defensora do compatibilismo.

LÁZARO: Aí vem a Carolina. Talvez ela nos possa dizer o que pensa sobre o assunto.
DANIEL: Olá, Carolina.
CAROLINA: Olá, Daniel. Olá, Lázaro.

Libertismo


Edward Hopper

O Libertismo é a perspetiva de que pelo menos algumas das nossas ações são livres porque, na verdade, não estão causalmente determinadas. Segundo esta teoria, as escolhas humanas não estão constrangidas da mesma forma que outros acontecimentos do mundo.

sábado, 15 de novembro de 2014

O bom uso da retórica



Primeiro, tens de conhecer a verdade sobre tudo o que falas ou escreves; tens de aprender a definir cada coisa em si própria; e, uma vez definida, tens de saber como dividi-la em categorias até chegares a algo indivisível.

Retórica e persuasão



SÓCRATES: Afirmas que és capaz de ensinar a retórica a quem a quiser aprender contigo?
GÓRGIAS: Afirmo.
SÓCRATES: De tal modo que essa pessoa fique em condições de ganhar o assentimento de uma assembleia sobre qualquer assunto, sem a instruir recorrendo apenas à persuasão?

Retórica e manipulação





Muito do raciocínio prático é dedicado a alterar os objetivos das pessoas. Procuramos colocar a situação a uma luz diferente, de forma que as pessoas passem a partilhar os objetivos que aprovamos ou que abandonem objetivos que desaprovamos.

Os sofistas e o mau uso da retórica



Os sofistas propunham-se, mediante um pagamento, ganhar qualquer discussão, especialmente em tribunal, por quaisquer meios de que dispusessem.

Argumentação e retórica





ARGUMENTOS INFORMAIS MAIS FREQUENTES

LÓGICA INFORMAL - FICHAS DE TRABALHO

ARGUMENTAÇÃO E RETÓRICA - FICHA DE TRABALHO

O problema do livre-arbítrio



segunda-feira, 10 de novembro de 2014

As pessoas serão responsáveis pelo que fazem?



Em 1924, dois adolescentes de Chicago, Richard Loeb e Nathan Leopold, raptaram e assassinaram um rapaz chamado Bobby Franks apenas para provar que conseguiam fazê-lo. O crime impressionou o público. Apesar da brutalidade do seu acto, Leopold e Loeb não pareciam especialmente perversos. Provinham de famílias ricas e eram ambos estudantes excelentes. Aos dezoito anos, Leopold era o licenciado mais jovem na história da Universidade de Chicago, e, aos dezanove anos, Loeb era a pessoa mais nova que se tinha licenciado na Universidade de Michigan. Leopold estava prestes a entrar na Escola de Direito de Harvard. Como era possível que tivessem cometido um assassinato absurdo?

O argumento determinista


Edward Hopper
(…) “Acredito no Livre Arbítrio. Não tenho outra escolha”.
Singer (Isaac Bashevis) sabia que este pequeno gracejo colocava uma questão filosófica séria. É difícil não pensar que temos livre arbítrio. Quando estamos a decidir o que fazer a escolha, a escolha parece inteiramente nossa. A sensação interior de liberdade é tão poderosa que podemos ser incapazes de abandonar a ideia de livre-arbítrio, por muito fortes que sejam as provas da sua inexistência.

O problema do livre arbítrio


Edward Hopper

O Problema do livre arbítrio - aqui



Supõe que estás na bicha de uma cantina e que, quando chegas às sobremesas, hesitas entre um pêssego e uma grande fatia de bolo de chocolate com uma cremosa cobertura de natas. O bolo tem bom aspecto, mas sabes que engorda. Ainda assim, tiras o bolo e come-lo com prazer. No dia seguinte vês-te ao espelho, ou pesas-te, e pensas: «Quem me dera não ter comido o bolo de chocolate. Podia ter comido antes o pêssego.»
«Podia ter comido antes o pêssego.» Que quer isto dizer? E será verdade?

sábado, 8 de novembro de 2014

Pachelbel Canon in D Major



Sugestão musical para este fim de semana

Guia das falácias




O objectivo de um argumento é expor as razões (premissas) que sustentam uma conclusão. Um argumento é falacioso quando parece que as razões apresentadas sustentam a conclusão, mas na realidade não sustentam.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Boneco de Palha


Candido Portinari

Em vez de atacar um "homem autêntico", ataca um "boneco de palha"

Petição de princípio



Magritte

Petição de princípio (petitio principii): usar implicitamente a sua conclusão como premissa.
Deus existe porque é a Bíblia que o afirma e eu sei que isso é verdade porque foi  Deus, afinal, quem a escreveu!

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Falso dilema


Magritte

Reduzir as opções possíveis a apenas duas, muitas vezes claramente opostas e injustas para a pessoa contra a qual o dilema é colocado. Por exemplo: «É pegar ou largar». Um exemplo mais subtil retirado do ensaio de um estudante: «Uma vez que o universo não pode ser criado a partir do nada, teve de ser criado por uma força inteligente.» Será que a criação por uma força inteligente é a única possibilidade?

Argumentos de autoridade


Magritte
Precisamos muitas vezes de apoiar-nos noutras pessoas para descobrirmos e para que nos digam o que não podemos descobrir sozinhos. Não podemos, por exemplo, testar todos os novos produtos que surgem no mercado; não podemos saber em primeira mão como foi o julgamento de Sócrates; não podemos saber (muitos de nós, pelo menos) se os presos de outros países são torturados. Somos, por isso, forçados a argumentar da seguinte forma genérica:

Argumentos por analogia


Magritte

Os argumentos por analogia, em vez de multiplicarem exemplos para apoiarem uma generalização, argumentam a partir de um caso ou exemplo específico para provarem que outro caso, semelhante ao primeiro em muitos aspetos, é também semelhante num outro aspecto determinado.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

O dilema do prisioneiro


Van Gogh
No início da década de 1980, Robert Axelrod, sociólogo americano, fez uma descoberta notável acerca da natureza da cooperação. A verdadeira importância do resultado de Axelrod ainda não foi devidamente valorizada fora de um grupo restrito de especialistas. Encerra a potencialidade de alterar não apenas as nossas vidas pessoais, como também o mundo da política internacional.

Egoísmo psicológico



Magritte

O egoísmo psicológico é uma teoria da motivação que afirma que todos os nossos desejos últimos se referem a nós mesmos. Sempre que queremos bem aos outros (ou mal), temos esses desejos que se referem aos outros apenas instrumentalmente; preocupamo-nos com os outros apenas porque pensamos que o seu bem-estar influenciará o nosso próprio bem-estar. Como afirmei, o egoísmo é uma teoria descritiva, não é normativa. Procura caracterizar o que de facto motiva os seres humanos, mas nada diz sobre se essa motivação é certa ou errada.

Generalizações e previsões



 Van Gogh



 "Todos os corvos que até hoje se observaram são negros
   Todos os corvos são negros"

A generalização é um tipo muito comum de inferência indutiva, que estabelece uma conclusão geral como, por exemplo, "os portugueses são machistas" a partir de casos menos gerais.

Lógica informal - argumentos informais






ARGUMENTOS INFORMAIS MAIS FREQUENTES - ESQUEMA

domingo, 2 de novembro de 2014

Dedução e indução



Edward Hooper





Para começar, é comum distinguir dois tipos diferentes de validade. Para compreender isto, considere-se as seguintes três inferências:
  1. Se o ladrão tivesse entrado pela janela da cozinha, haveria pegadas lá fora; mas não há pegadas lá fora; logo, o ladrão não entrou pela janela da cozinha.
  2. O João tem os dedos manchados de nicotina; logo, o João é um fumador.
  3. O João compra dois pacotes de cigarros por dia; logo, alguém deixou pegadas na parte de fora da janela da cozinha.

Meios de persuasão



A lógica clássica sugere que o bom argumento é sólido, ou seja, válido e com premissas verdadeiras. Embora esta concepção de bom argumento seja útil para modelar muitos tipos de argumentos, o apelo a premissas verdadeiras ajusta-se mal a muitos contextos informais, frequentemente caracterizados por crenças hipotéticas e incertas, por discordâncias profundas sobre o que é verdadeiro e o que é falso, por afirmações éticas e estéticas que não são facilmente categorizadas como verdadeiras ou falsas e por contextos variados nos quais hipóteses completamente diferentes podem ser aceitas ou rejeitadas.

Demonstração e argumentação





"É tão errado pedir demonstrações a um orador como aceitar argumentos meramente persuasivos a um matemático"
                                     Aristóteles

Uma procura épica da verdade






Logicomix: Uma procura épica da verdade é um interessante e divertido livro em banda desenhada que dá a conhecer a vida e a filosofia de Bertrand Russell,  a sua procura  da verdade e da fundamentação lógica de toda a matemática. 

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Usar argumentos como meio de investigação



Sherlock Holmes tem de explicar uma das suas conclusões mais importantes em a Aventura de Silver Blaze:

Estava um cão no estábulo e, apesar de alguém lá ter estado e ter levado para lá um cavalo, o cão não ladrou [...] É óbvio que o visitante era alguém que o cão conhecia bem [...]

Danse Macabre - Camille Saint-Saëns



O Halloween apenas como pretexto…

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Ação, intenção e deliberação


Balthus

Um erro comum que existe na teoria da ação é supor que todas as ações intencionais são o resultado de alguma espécie de deliberação, que são o produto de uma cadeia de raciocínio prático. Mas, obviamente, muitas coisas que fazemos não são assim. Simplesmente fazemos alguma coisa sem qualquer reflexão prévia.

Acontecimentos e ações


Edward Hopper
Suponhamos que apanhei o comboio e paguei o meu respectivo bilhete. Durante o  percurso vou distraído, pensando nas minhas coisas, sem me dar conta de que brinco  com o pedacito do cartão, enrolo-o e desenrolo-o, até que finalmente o atiro descuidadamente pela janela aberta. Nessa altura aparece-me o cobrador e pede-me o bilhete: desespero e provavelmente a multa. Posso apenas murmurar para me desculpar: " Atirei-o da janela...sem me aperceber." O revisor, que é também um pouco filósofo, comenta: "Bom, se não se apercebeu do que estava do que estava a fazer, não pode dizer que o tenha atirado pela janela. É como ele tivesse caído".

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Conselhos para avaliar argumentos


Magritte

Os lógicos (…) distinguem a validade da solidez. Diz-se que um argumento é válido se a conclusão se segue das premissas. No entanto, para que seja sólido, um argumento tem de ser válido e as premissas têm de ser verdadeiras.
Importa fazer outra observação. O grau com que as premissas apoiam a conclusão pode variar. Por vezes as premissas não aprovam absolutamente que a conclusão seja verdadeira, mas proporcionam dados que tornam muito provável que a conclusão seja verdadeira.

Avaliar argumentos


Magritte

Formular e testar argumentos é importante em qualquer área, mas é especialmente decisivo quando lidamos com grandes decisões abstratas, já que não temos outra forma de as compreender. Uma teoria filosófica é apenas tão boa como os argumentos que a apoiam.
Alguns argumentos são sólidos, alguns não o são, e precisamos saber como os distinguir. Seria bom se houvesse uma maneira simples de o fazer. Infelizmente, não há. Os argumentos são muito diversos e podem estar errados de inúmeras formas. Porém, podemos atender a alguns princípios gerais.
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