terça-feira, 14 de janeiro de 2014

O problema da subjetividade, relatividade ou objetividade dos valores






TEORIAS SOBRE OS VALORES E OS JUÍZOS DE VALOR
Não há factos acerca de valores.
Os valores não são propriedades objetivas dos objetos, sendo projetados neles pelos sujeitos b) e culturas a)
RELATIVISMO CULTURAL
Os juízos de valor:
-   São relativos às culturas.
-   São verdadeiros ou falsos em função da avaliação das culturas
SUBJETIVISMO  
Os juízos de valor:
-        São expressões das preferências dos sujeitos.
-        São verdadeiros ou falsos em função da avaliação dos indivíduos
Há uma verdade objetiva acerca dos valores.
Os valores são propriedades objetivas do mundo
OBJETIVISMO
-        Alguns juízos de valor são objetivos

TEORIAS
ARGUMENTOS
OBJECÕES
RELATIVISMO CULTURAL

Os valores são relativos às sociedades

Não há valores morais universais

Nenhum código moral é superior a qualquer outro

ARGUMENTO DA DISCORDÂNCIA

Verificam-se discordâncias relativamente aos juízos de valor (variam de cultura para cultura)
Não discordamos relativamente a todos os valores
Há casos em que estamos perante juízos objetivos e há discordâncias
O facto de haver diversidade não quer dizer que não existam juízos de facto verdadeiros sobre um assunto

ARGUMENTO DA TOLERÂNCIA

Considera que não há valores certos ou errados, assim uma cultura não deve impor os seus valores às outras, promovendo assim a tolerância entre sociedades

Afirma a intolerância como bem (valor) objetivo.
Temos de ser tolerantes com todos os juízos de valor, incluindo os intolerantes e moralmente indesejáveis

ARGUMENTO DA ESTRANHEZA DE VALORES
Os valores não podem existir como propriedades dos objetos porque se assim fosse os valores teriam de ter existência autónoma. Ora, ninguém tem indícios de que os valores não existam apenas nas nossas mentes

O facto de ninguém ter indícios de que os valores não existam apenas nas nossas mentes não é suficiente para provar que não têm existência própria.
SUBJETIVISMO

Os valores são relativos aos sujeitos

São expressões de preferências individuais

O valor de verdade dos juízos de valor depende das preferências e sentimentos dos sujeitos que os proferem



ARGUMENTO DA DISCORDÂNCIA

Verificam-se discordâncias relativamente aos juízos de valor (variam de indivíduo para indivíduo)
Não discordamos relativamente a todos os valores

Há casos em que estamos perante juízos objetivos e há discordâncias

O facto de haver diversidade não quer dizer que não existam juízos de facto verdadeiros sobre um assunto

ARGUMENTO DA TOLERÂNCIA

Considera que não há valores certos ou errados, assim um indivíduo não deve impor os seus valores aos outros.


Afirma a intolerância como bem (valor) objetivo.

Temos de ser tolerantes com todos os juízos de valor, incluindo os intolerantes e moralmente indesejáveis

ARGUMENTO DA ESTRANHEZA DE VALORES

Os valores não podem existir como propriedades dos objetos porque se assim fosse os valores teriam de ter existência autónoma. Ora, ninguém tem indícios de que os valores não existam apenas nas nossas mentes

O facto de ninguém ter indícios de que os valores não existam apenas nas nossas mentes não é suficiente para provar que não têm existência própria.
OBJETIVISMO

Os valores são objectivos

O valor de verdade não depende das preferências do sujeito que o profere



ARGUMENTO DAS CAUSAS MORALMENTE INDESEJÁVEIS

Se não houvesse juízos objetivos sobre valores, teríamos que considerar que práticas morais como o racismo ou o genocídio seriam tão corretas como a democracia

É uma consequência indesejável que temos de aceitar pois resulta da relatividade dos valores culturais

ARGUMENTO DA COINCIDÊNCIA DE VALORES

 Mesmo perante a diversidade de pessoas, sociedades, culturas e tempos existe uma grande coincidência de valores (exemplo: homicídio e incesto)
Verificam-se discordâncias nos juízos de valor

ARGUMENTO DA CAPACIDADE EXPLICATIVA

Nem todas as opiniões/ juízos de valor valem o mesmo; quando se aprecia um quadro ou o valor moral de uma ação, estão em causa características, conhecimentos e capacidades no domínio da arte e a intenção e consciência da ação.

Apesar do conhecimento e especialização em domínios como a arte ou a moral, haverá sempre um desacordo de juízos de valor.

ARGUMENTO DO DISSIDENTE

A dissidência de valores é um facto; indivíduos de uma cultura vão contra os valores socialmente aceites levando muitas vezes a uma mudança no sentido da passagem de um juízo de valor falso a um juízo de valor verdadeiro.


adaptação manual Razões de Ser


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