quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Lógica informal



Enquanto a lógica formal diz respeito aos argumentos dedutivos e estuda os aspetos formais da argumentação, distinguindo os argumentos válidos dos inválidos pela forma lógica, a lógica informal estuda argumentos cuja validade não depende exclusivamente da sua forma lógica, mas também do conteúdo da argumentação.

Nos argumentos informais, a verdade das premissas torna provável a verdade da conclusão, mas não é impossível a sua falsidade. Assim, os argumentos informais oscilam entre os muito fortes e muito fracos; quanto maior for a probabilidade da conclusão ser verdadeira, mais forte é o argumento. A lógica informal estuda as regras que tornam os argumentos fortes (válidos).
Os argumentos informais mais comuns são:
-        Argumentos indutivos (por generalização e por previsão)
-        Argumentos por analogia
-        Argumentos sobre causas
-        Argumentos de autoridade

A lógica informa identifica erros de argumentação – falácias.




Principais tipos de Argumentos Informais
Argumentos de indutivos
Inferência cuja verdade das
 premissas não garante a
verdade da conclusão
Generalizações – argumentos indutivos com premissas menos gerais que a conclusão. Atribui a todos os casos de uma espécie o que se verifica na observação de alguns casos (amostra)da mesma espécie
Previsões – argumentos em que as premissas dizem respeito a casos passados e a conclusão a casos ainda não observados
Argumentos por analogia – argumento que parte da afirmação de coisas semelhantes, concluindo que uma delas possui determinada característica porque é semelhante a outra que a possui
Argumentos sobre causas
Estabelecem relações de causalidade entre fenómenos
Argumentos de autoridade
Argumento baseado na opinião de um especialista; considera-se que  a conclusão é verdadeira por alguma pessoa ou instituição considerada autoridade na matéria a considerar verdadeira

FALÁCIAS INFORMAIS MAIS FREQUENTES

Falácia informal – Argumento inválido que parece válido, cujo erro (pode ter várias origens) que decorre do conteúdo do argumento.
TIPO
CARACTERIZAÇÃO
Falácias associadas aos argumentos indutivos
Amostra tendenciosa
Omissão de dados relevantes
Generalização precipitada
Falácia da falsa analogia
Falácias de autoridade
Apelo à autoridade
Autoridade anónima
Falso dilema
Apresenta-se a situação como se ela só tivesse duas soluções possíveis
Falácia ad ignorantiam (apelo à ignorância)
Considera-se que uma afirmação não pode ser verdadeira por não haver provas em contrário
Falácia Post hoc ou falsa causa
Confunde-se antecedente com causa
Falácia ad hominem (contra a pessoa)
Procura-se descredibilizar o proponente do argumento
Falácia ad misericordiam (apelo à piedade)
Apela-se à compreensão compassiva/piedade do outro para aceitar a conclusão
Falácia ad baculum (apelo à força)
Recorre-se à ameaça velada para forçar a conclusão
Falácia ad consequentiam
Critica-se o argumento com base nas consequências indesejáveis que a sua aceitação implicaria
Falácia ad populum
Apela-se ao sentimento ou à aceitação geral
Falácia da petição de princípio ou do argumento circular
Pretende-se provar a conclusão tendo como premissa a conclusão
Falácia da derrapagem (bola de neve)

Para mostrar que uma proposição é inaceitável, extraem-se consequências inaceitáveis e consequências das consequências... O argumento é falacioso quando pelo menos um dos seus passos é falso ou duvidoso
Falácia do boneco de palha ou espantalho
Distorce a posição do oponente, atacando-a mais facilmente (caricatura a perspetiva do oponente, em vez de a refutar).


FICHA 1


FICHA 2
 


FICHA 3

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